domingo, novembro 20, 2005

Até à exaustão das reticências.


Não há reticências que sustentem a dor da tua metamorfose.
Nem metáforas. Ou complexidade.
Não subsiste memória que adie a verdade límpida deste adeus.

1 comentário:

conteúdo latente disse...

versão 1:

Não encontro possibilidade viável de ser imparcial.
(Onde estão os limites agudos da minha imaginação?)
Bebi a tua pele nas arestas salgadas do suor. Não existes.
Sou ilusão de mim mesma; Contradição.
Não há lista de sinónimos que expresse a tua falta.
Deito-me cedo e procuro com música alta um sono fácil, em tonalidade menor.
Quando acordo existe ainda um andamento largo que me embala
E não há memória que adie a verdade límpida deste adeus.



encontrei-a perdida numa pasta desarrumada e lembrei-me deste dia...