domingo, janeiro 29, 2006

Diana

Vem comigo ver a neve meu amor.

Ainda que o céu não se desfaça nestes flocos de algodão,

Dá-me a tua mão num bolso de casaco quente.

E percorre comigo as esquinas onde as palavras não são gastas em vão.

Vou esperar num canto do teu silêncio

Que adormeças a cada madrugada,

E então, chorar fremente por te ver estremecer nessa angústia de ausência

Que te corrói o interior numa marcha lenta de agonia.

Promete-me que um dia apanhas um autocarro comigo

E sem dizer adeus a ninguém voltamos após experimentar o Mundo

Que pode ser uma aldeia perto onde vendam vinho barato,

E te deixem rodopiar até saberes os contornos de uma direcção

(De algum modo sei que eternamente ficaremos assim,

De mãos dadas sobre a neve, a escrever palavras bonitas no chão.)




Para ti, meu amor, a quem desejo toda a felicidade com que consigas sonhar e viver. :D

2 comentários:

Francisco disse...

Sinto o que expressaste todos os dias. A sério! Não tenho é nenhuma "Diana"..
Beijo

conteúdo latente disse...

Eu também não tenho a "Diana", querido Francisco.
Tenho a amiga, que se chama Diana, para quem fiz este poema e que merece tudo o que ele não diz. Mas A "Diana", está longe. Ainda mais hoje. ~Revejo filmes rápidos na cabeça. Mas eu tenho é que aprender a ter juizo e não me deixar levar pelas datas bonitas.
O quanto as datas bonitas são perigosas...

beijo azul