segunda-feira, abril 17, 2006

Divagação sobre a benquerença

Ensina-me os lamentos com que deitas
Cobre-me das lágrimas com que acordas
Deita-me no teu leito de embalada agonia
Para que saiba o caminho por que foste.

Ajuda-me a quebrar o manto de suor que te aflige os sonhos
Deixa-me revelar numa câmara escura as fotografias que tiraste.
Eu não grito. Eu não choro. Mostra-me as placas que seguiste.

Embrulha-me no cobertor da tua saudade
Despenteia-me do centro da tua solidão..
Permite, permite que do chão alcatroado nasçam vestígios
Faz com que pressentimentos me nasçam das mãos

3 comentários:

Clarissa disse...

Podem ser papoilas a sair do chão alcatroado ?!

Beijo... com sabor a morangos maduros :)

conteúdo latente disse...

Espero que sim... :)
beijo de amoras

Bill disse...

Indicas para mim seu caminho, deixa eu me perder no seu ninho, que de vontade sempre me perco, se saudades sempre me deixo, de amor sempre me venço.

Forte, simplesmente um amor que se completa, se completando como um quebra cabeça, um querer bem mais do que a si mesmo =]

:*