terça-feira, maio 16, 2006

puta

Nada
Para te dar não tenho nada
O nosso sangue rompeu-me as mãos

Já não são minhas as ruas caladas
Menos ainda a podridão de tudo o que passou

Não tenho camas nem coragem
Não tenho dinheiro para que me digam quem sou

Devias estar num hotel em Paris?
Vai à merda Nos hotéis de Paris só entra quem vive
Tu, cara dama do século XVIII, apenas sobrevives
Deixa que te lembre
Que só tens decote porque os homens te rasgaram o vestido
Na ânsia de te atingirem peito

Larga-me Já nem o ódio nos sustenta
E tudo o que encontro no contentor ao pé de mim
Não chega para ti meu amor Não chega

4 comentários:

Anarquista Duval disse...

É fina queres ver...

Helder Ribau disse...

lindo

Clarissa disse...

Não consigo dizer-te nada...e,no entanto reconheço esse silêncio feito de emoções peganhentas como um calor que pesa...

Uma enorme vontade de te desejar bons sonhos...

Rui Correia disse...

"Os homens". Quem são eles "cara dama"? Este, aquele ou tu, estoutro e eu?