quinta-feira, julho 05, 2007

Para T(er).



Tu tens a vida que eu perdi,
Num dia em Agosto,
Há sete anos atrás.
E por ti já passaram muitos dias,
E muitos Agostos,
Mas o teu sorriso continua a ser o mesmo
Dos dos dias dos meses certos de Verão,
E a tua inteligência a que eu nunca vou ter.
Nem num dia de sol com papoilas.
És o soneto embainhado que já fui um dia,
Antes de todos os Agostos.
Por ti o vento passa claro
E a vida é só aquilo que a vida pode ser.
És a ave que um dia fui,
Que não quer morrer antes de chegar ao chão.
Porque tu não conheces o chão
Nem as memórias depois desse dia de Agosto.

1 comentário:

Débora disse...

No outro dia estava a ver um episódio de uma série que nem sequer me diz muito.
Houve um rapaz que ficou em coma e, durante esse tempo teve um sonho.
Nesse sonho ele via a vida das pessoas com quem costumava conviver. Mas nesse sonho essas pessoas não o conheciam nem nunca o tinham visto sequer.
As pessoas tinham a vida completamente ao contrário, eram completamente ao contrário. Tudo isto porque não o tinham conhecido.

Acho que não sabes medir a tua importância.
Tenho a certeza que se não te tivesse conhecido era uma pessoa muito pior.
Tenho a certeza.
Sou fútil. Seria mais.