terça-feira, agosto 14, 2007

Aos amigos perdidos.

Pintei com sangue as paredes do meu quarto.
Os amigos ajudaram.
Morro sem sangue e sem os amigos que me deram paz, e hoje me mataram.




(In Memoriam

Esses mortos difíceis
Que não acabam de morrer
Dentro de nós; o sorriso
De fotografia,
A carícia suspensa, as folhas
Dos estios persistindo
Na poeira; difíceis;
O suor dos cavalos, o sorriso,
Como já disse, nos lábios,
Nas folhas dos livros;
Não acabam de morrer;
Tão difíceis, os amigos

Eugénio de Andrade)

4 comentários:

Klatuu o embuçado disse...

O Eugénio tem razão: nunca «acabam de morrer»!

Dark kiss.
P. S. As férias estão a ser boas? :)

Klatuu o embuçado disse...

Ainda duram? :)

Dark kiss.

debora disse...

Já não és a Carolina que eu conheci.
Não te conheço.
Prometo que vou tentar.

Ovelha Negra disse...

Triste, triste, triste...
beijos