segunda-feira, outubro 29, 2007

Há alturas em que criamos
Vidas e pessoas
Que não podemos ser
No dia-a-dia.

São pessoas feitas
Dos sonhos impossíveis
A que chamamos assustados ilusões,
E que vivem a vida que construímos,
Dentro dos ecos da nossa mente,
Em ruas possíveis e reais.

Há alturas em que somos
Vidas e pessoas
Que não podemos ser.

Olhamos para elas
Com medo de as sermos e de
Não as sermos.
Olhamos para a possibilidade
De atravessar a linha do impossível
Que nos separa desse projecto falhado
De nós

E pensamos Vão ser
Apenas os minutos de tocar
O impossível.

(O impossível)

Depois desses minutos vem
A decadência
De se ter sido o proibido
De um sonho impossível.
(Será que aconteceu?)
Depois desses minutos,
Vem um dia-a-dia
Onde os sonhos que existem e
Se concretizam
São os que nunca soubemos que temos.

1 comentário:

Mariana disse...

Hoje ainda não te disse... Tenho medo que te esqueças...

Espero por ti Carolina.