sexta-feira, novembro 09, 2007

Aquela rapariga de cabelo escuro
É a história que ele conta
Aos amigos e à cerveja
Nas mesas redondas de café.

Tem os olhos negros
Mas os murros que tem
São só os de nunca mais ter dormido,
E ser hoje só mais uma história de café.

Mais um golo de cerveja
Que a cerveja está sempre calada,
E é sempre bonita e não pergunta “porquê”
Em lágrimas quando não entende.

“Se fossemos outros, talvez fossemos felizes.”
Ela olha a chávena de café já frio
E procura um canto da mesa
Onde não seja só uma história de café.

Talvez um dia perceba
Que não é a história, nem o café.
Mas para já é pedir-lhe de mais,
Queira Alguém que aprenda a dormir em paz.

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