terça-feira, novembro 06, 2007

Não há altura em que tenha mais
Consciência
Dos meus
Sonhos
Do que quando estou a
Adormecer.
Ou a
Acordar.
Porque só aí estou desperta,
Mas sou
Inconsciente
E não há em mim réstia alguma
Da censura comum do dia-a-dia.
Nessas alturas, os meus
Sonhos
Podem ser ridículos,
Porque não sei o que é ser
Ridículo,
Nem sei o que é ser
Impossível.
A única consciência de mim vem nos momentos
Em que sou inconsciente.
Durante o dia há muralhas que não posso ultrapassar,
E é bom rir de mim quando o Sol vai alto.

Não há maior consciência
Que ser inconsciente.

É bom ser perdido,
E não ser ninguém…
Sonhar só que um dia vai chegar o
Dia
Da total inconsciência,
Longe da cama fria
Onde hoje me atrevo a sonhar,
Por só aí não ser ridícula e
Impossível
Como todos os meus sonhos.

(E já que não me resta o conforto
De saber que um dia vou ser os meus sonhos,
Que me reste a angústia contentada
De ter tido sonhos verdadeiramente
Ridículos e
Impossíveis.)

"O mundo é para quem nasce para o conquistar, e não para quem sonha que pode conquistá-lo. Ainda que tenha razão." - Campos.

Sem comentários: