sábado, novembro 03, 2007

Não há ninguém que saiba
Ou imagine
O quanto preciso de sair
Daqui.
Não há ninguém que imagine
O desconforto
Sufocante dos rostos
Conhecidos.
Ninguém sabe a minha
Urgência
Em partir,
Ninguém tem na pele como eu,
Porque embora eu seja muita gente
Ninguém me é a mim,
A dor de assistir aos amigos
Que magoam com toda a violência
Que encontram, e fingem
Não saber que o fazem.
Ninguém sabe o quanto
Quero fugir daqui
E o quanto quero pessoas
Que não tenham o poder
De me magoar
Dia após dia.
Esta é a violência ingrata de ter amigos:
Quando pensamos que eles não seriam
Capazes porque são nossos amigos,
Eles são capazes porque são pessoas.

1 comentário:

Ophelia Queiroz disse...

Desculpa.