segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Navego num mar de monstros,
Sem fim.
Não sei se amanhã há dia,
Sei que amanhã são monstros
Feitos de abismos,
E que não há quem me leve
Estes monstros
Que se camuflam na noite para
Me levar.
Navego sem rumo num mar de monstros
Que se escondem no meu cabelo
E me cantam solidões escuras
Aos ouvidos como se fossem sereias.
Um mar de monstros,
Que me semeiam facas aos pés da cama
Como se pudessem ser rosas
De veludo.
Navego sozinha num mar de monstros,
E não há quem possa salvar-me
Porque estes monstros sou eu,
E eu sou ninguém.

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