segunda-feira, março 17, 2008

Afinal não é fácil.
É primavera e o vento não
Deixa fechar a janela
Para não se gelar ao frio.
As multidões olham o chão
Mudas e sós,
E não há mais esperança
Nos olhos de ninguém.
É precisar de quem não nos
Encontrou
E não ter força para imaginar
Luz por entre um Inverno eterno.
É ter de fingir máscaras
Para não ouvir porquês
Aos quais não se pode responder,
E não saber já
O que está atrás dessa máscara:
Se gente, se monstros, se nada.
Como se faz para prender às mãos
O que não existe,
E esquecer que num bocejo cansado
Nunca se está bem?
Não é fácil, não é nada fácil,
Finjamos só que é, porque desistir
Dói sempre.


http://conteudo-latente.blogspot.com/2007/12/fcil.html

Sem comentários: