sábado, abril 12, 2008

Rosas

O enjoo leve
De acordar com uma jarra
De rosas murchas
À cabeceira.
A ausência de um perfume
Doce, que agonia
E viola os sentidos
Do cabelo só, espalhado
Pela fronha rendada
De uma almofada qualquer.
As rosas murchas,
Ao lado de uma cama
Casual,
São o fundo dos olhos
De alguém
Que adormeceu vezes demais
Numa cama escolhida
De rosas que nasciam
Ainda antes de nascer.
Um enjoo leve,
A agonia profunda,
E as rosas murchas ainda antes
De murcharem, na ideia certa
De que rosas minhas voltas a ver,
Meu não-amor,
Nunca mais.

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