domingo, abril 13, 2008

Os dias vão passando, assim tem que ser. Os dias vão passando e a chuva miudinha infiltra-se por entre os ossos, mas é só sempre mais um dia. A seguir a um vem outro, e depois desse outro ainda, e assim há-de ser. O tempo anula as pessoas, o tempo anula as feridas, o tempo anula os tempos. O conforto do desaparecimento, do esquecimento. O saber que tudo acaba por ir, lá ficam as memórias… até ao dia. Que importam as sextas-feiras de cinza se os dias correm sempre, e se é só pensar neste círculo para tudo ser insignificante e miserável novamente?

7 comentários:

telma disse...

tudo passa sem sequer nos apercebermos disso. *

Annie disse...

' o tempo não sabe nada, o tempo não tem razão... o tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção. '

é dificil de acreditar numa linha que corre sempre em frente e não se repete e é representada por coisas circulares com 12 numeros.

não nos deixemos anular pelo tempo. mesmo que para isso tenhamos de andar com os dedos nas feridas, ao menos sentimo-nos vivos. olhar para os braços e sorrir. só porque há sangue a correr-nos nas veias.







deviamos. sabes?

é, eu acho que deviamos.






não sei quem és. de onde vens. ou para que vens.
mas gosto do que escreves, mesmo.

Annie disse...

estou a fazer um trabalho sobre 'a persistencia da memoria' do Dali.

está tudo interligado por aqui. *

Annie disse...

sabia que alguém ia responder assim. juro-te que sabia. porque é a primeira coisa que me ocorre.

Annie disse...

de qualquer maneira, talvez ele se referisse apenas à morte física ao dizê-lo.
mas claro, que o génio nunca morre.

Annie disse...

não estou por aqui agora.
mas o meu email é: heartinacagee@hotmail.com ^^



mau não será de certeza.

bisous, na ponta do nariz. ^^

Bast disse...

fico parvo!!!
( nada a dizer )
brilhante...

beijos grandes