sábado, abril 05, 2008

São estranhos os dias
Em que o amor se transforma
Em estranheza apenas.

São estranhos os dias porque
São curtos:
Um incómodo ligeiro
No fundo de uma inspiração,
Lembram um pé dormente.

São dias estranhos
Em que se perdem lutas longas,
Sem uma única lágrima,
Sem um último adeus:
O sangue sobre o corpo jaz seco,
Não há mais nada a ferir.

Dias estranhos, apenas.

Até no final da guerra os vencidos sorriem,
Esfarrapados.
Não importa mais a derrota,
Importa que acabou.

Somente. Finalmente. Para Sempre.

2 comentários:

telma disse...

tens toda a razão.
adorei passar por aqui.
certamente vou voltar. *

Annie disse...

um dia leio-te de uma ponta à outra, prometo.
porque é sempre a minha vontade de cada vez que me encontro com as tuas palavras.