quarta-feira, maio 28, 2008

Vénia

Acordar de um coma,
Fechar a porta de Outubro
E ser Maio.
Os últimos dias de Inverno
Estão a ir.
Abrir a porta
E a vida ter o cheiro
De uma casa nova,
Uma casa por estrear.
Abrir a porta e
Sentir a liberdade
A entrar de rompante.
Pintar de branco as
Paredes em ferida,
Limpar os sapatos.
Abrir a porta,
E ter do outro lado da rua
Os sentimentos inteiros e os
Cabelos claros que
Esperaram em escuridão.
É só atravessar a estrada,
Não há carros, nem
Vidros no chão.
Finalmente, depois de tantas noites,
Os braços verdadeiros.
“Bem-vinda, novamente.”

5 comentários:

telma disse...

esa sensação de regresso deve de ser optima *

José de Bettencourt disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nox disse...

Anseio esses meus braços, e um "bem-vinda" sincero...Mas sei que alguém me espera nesta escuridão.=)*

Klatuu o embuçado disse...

Deixa-me o teu mail na minha caixa de comentários, que não publico - quero fazer-te um convite.

Beijinhos e vê se voltas à escrita.

Lord of Erewhon disse...

Não aderiste à NA?