domingo, julho 13, 2008

O amor é hóspede regular
De um hotel caro e sujo,
Nas ruas da solidão.
Fode as putas de todos os bordeis,
Mesmo que essas putas sejam
Só meninas com sapatos de princesa
E dedos sem anéis.
Não há dinheiro ou carinho
Que as leve de volta ao mundo
Imaginado de sonhos onde
Estar bem era real.
Pobres meninas complicadas de vestidos engomados
Que couberam, há tanto tempo já,
Numa caixinha de condão,
E acreditaram que amar era só um passo de magia,
Que nunca podia sair mal.

4 comentários:

tatiana abreu disse...

As meninas complicadas não deviam estar tão chateadas com o amor e deviam continuar a acreditar que amar é só um passo de magia. Porque é. E, se por vezes, nem todos os truques saem como as meninas os previram, o melhor que elas têm a fazer é continuar a tentar sempre, até que saia o truque perfeito que sempre desejaram que fosse seu.

Annie disse...

sempre achei que o amor era um quarto de pensão de paredes sujas e riscadas.

(mas ele é bem mais.)

e achamos sempre que ele é o nosso caminho para casa.











[lembrei-me de ti, nestas ultimas noites. e não falamos quase nada. não sou muito de vir aqui, já. mas gostava de saber como estás. porque como disse, lembrei-me de ti, nestas ultimas noites.]

porque é que (nos) escreves tão bem?

Lord of Erewhon disse...

Cresceste, és uma mulher - mas não fiques amarga.

O poema é muito bom.
Beijinho.

P. S. Para quando algo teu na NA?

luís disse...

Ler-te, é como saborear um cubo de gelo. É refrescante, inquietante e não conseguimos fazê-lo de boca fechada.

E não deixamos de querer fazê-lo, ainda assim.

Muito bom, o poema. E o espaço. Parabéns.
Um beijo.