sábado, outubro 30, 2010

Nada

Vem dar-me a mão,
Está frio cá dentro
E não consigo chorar.
Vem adormecer-me
Para sermos felizes para sempre
Durante um fim-de-semana
(Ou um fim de tarde,
Se dois dias for pedir de mais).
Entra acidentalmente
Nos meus pesadelos
E pinta nas paredes
Um campo infinito de malmequeres.
Segura-me, não me deixes ir,
Não deixes esta solidão incansável,
Insaciável, Infinita,
Tomar conta de mim…
Levar-me para longe.
Porque longe já eu estou,
Já tu estás,
Talvez desde sempre,
Talvez para sempre.
Bem me quer, Mal me quer.
Muito. Pouco. Nada.

06.10.2010

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