quarta-feira, novembro 24, 2010

Lisboa I

É preciso que te apaixones
Pelo vento sem que te deixes ir
Numa roda viva de abandonos.
É preciso que saibas ir sem partir,
E que reconheças as lágrimas
Que não choras quando for tempo
De voltar.
É preciso fingir, de quando a quando,
Porque fingir também pode ser
Uma forma de verdade.
É preciso que lembres o som
Dos acordes do teu país,
E o cheiro do Outono na baixa.
E de vez em quando,
É também preciso que esqueças
Tudo o que é preciso
E tenhas coragem de viver somente,
Que é tão pouco e é tanto.

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