segunda-feira, novembro 08, 2010

Love me tender

Quando o céu ameaçar cair lá fora,
Ou enquanto dançamos numa esquina
De um quarto feito de sonhos.
Quando formos à feira da ladra
Na próxima terça-feira
E eu te der a mão enquanto passamos
Pelos velhinhos que já perderam
Conta ao tempo (mas faz esta quinta-feira
Trinta e seis anos que se vêem todas as manhãs).
Nas tardes de sábado passadas
Sempre ao sol, mesmo que faça chuva, e
Sempre que eu adormeça longe de ti,
Nas quartas-feiras de cinzas…
E quando todos os segredos já tiverem
Sido sussurrados em manhãs de domingo
Com sabor a torradas e mel.
Quando eu disser que não acredito no amor,
E enquanto eu pedir mais cinco minutos nas
Manhãs de segunda em que as aulas me chamam fora
Das nossas janelas.
Nas sextas-feiras que eu risco no calendário
Para te ver e em todas as razões que existem
Para eu não escrever este poema,
Love me tender.