quinta-feira, dezembro 02, 2010

Rio Tejo

Sei hoje que a vontade eterna que sempre terei de partir
É a mesma que a urgência que sempre terei em voltar.
Hei-de morrer num dia como os outros, mas nesse dia
Estarei sempre no Meu País,
Ainda que lhe negue momentos da minha vida.
Nunca haverá destino mais inatingível que o nosso
Nem inspiração mais nossa do que esta.
As noites, mesmo quando eu já tiver visto o mundo,
Serão iguais às de hoje. Não importam os lençóis
Ou o desalento, a pobreza ou a política;
O rio do outro lado da janela pode ser o Sena ou o Liffey.
Adormecerei sempre a ver o rio Tejo.

1 comentário:

Alice under disse...

Não me podias ter dito melhor... vou passar mais vezes por aqui ;)