terça-feira, fevereiro 22, 2011

Os sufocos

Sentada no cais da tua partida,
Humedeço de vinho os lábios que um dia bebeste.
Balanço os pés desafinados ao som de compasso nenhum
Enquanto te vejo partir sem que tenhas
Dado um único passo para esse além repetido,
Que visito num quase alívio.
Meu amor, está quase a chegar a nossa hora…
Não sei que camas se seguirão ao nosso frio,
Que estradas adivinharão os nossos caminhos,
Ou que pormenores restarão do nosso desamor.
Peixe sem asas e ave sem guelras que acreditaram,
Na magia dos começos bonitos,
Que seria possível viver na linha imaginária do horizonte.

2 comentários:

. Diana Silva . disse...

gostei do blog , vou seguir (:

CL disse...

obrigada (: