quarta-feira, junho 01, 2011

As falésias

Perdida nestas falésias de imaginação,
Onde as crianças constroem vidas de brincar
Em jogos e correrias sem fim.
Sentada nestas falésias, onde desenhei
Cada pormenor do horizonte azul
E cada grão de areia que pisaste antes de partir.
Falésias de ilusões infinitas,
Onde os passos para o abismo
São um segredo sempre por contar.
Sobrevoo esse oceano sem fim,
Sem asas, sem caminho, sem retorno,
Sem paz.
Partir o corpo contra as ondas,
Perder a respiração contra o fundo do oceano,
Fechar os olhos, descansar.
E depois, acordar numa cama sem mar,
Areia, vento ou paisagem. Acordar
De olhos em lágrimas e joelhos em ferida,
Mas acordar.

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